Reino dos Sonhos Soltos

Era uma vez um lugar que não aparecia em nenhum mapa: o Reino dos Sonhos Soltos. Lá, as ideias voavam como pássaros coloridos, e qualquer criança que imaginasse algo com força suficiente podia visitá-lo.

Numa tarde chuvosa, um menino chamado Tomás olhava pela janela, entediado. As gotas de chuva desciam pelo vidro como pequenas corridas, e ele suspirou:

— Queria estar em outro lugar…

De repente, uma das gotas parou. Sim, parou! E começou a brilhar.

— Então venha! — disse a gota, com uma voz fininha.

Antes que Tomás pudesse responder, plim! — ele foi puxado para dentro da gota e caiu… em um mundo completamente diferente!

O céu era roxo com listras douradas, o chão parecia feito de almofadas macias, e árvores de algodão-doce dançavam com o vento. Um gato com asas de borboleta pousou ao lado dele.

— Bem-vindo! Eu sou Nilo, seu guia imaginário — disse o gato, com um sorriso travesso.

— Isso é um sonho? — perguntou Tomás.

— Melhor que isso! É o que você consegue imaginar — respondeu Nilo.

Animado, Tomás começou a criar: pensou em um dragão — e puf! — um dragão azul apareceu, soltando bolhas de sabão em vez de fogo. Imaginou um castelo — e ele surgiu, feito de chocolate e balas coloridas.

Mas então, algo estranho aconteceu. O céu começou a ficar cinza, e as cores ao redor desapareceram.

— O que está acontecendo? — perguntou Tomás, assustado.

Nilo ficou sério:

— Você começou a duvidar. Aqui, a imaginação é o que mantém tudo vivo.

Tomás fechou os olhos. Respirou fundo. Lembrou das histórias que inventava antes de dormir, das aventuras que criava com seus brinquedos, das risadas sem motivo.

— Eu consigo — sussurrou.

E então… BUM!

O mundo explodiu em cores novamente! O dragão voltou, maior e mais brilhante, o castelo ganhou torres gigantes, e o céu virou um espetáculo de luzes dançantes.

Tomás riu.

— Eu posso criar qualquer coisa!

— Exatamente — disse Nilo. — E pode levar isso com você.

De repente, Tomás sentiu um puxão — e voltou para seu quarto.

A chuva ainda caía, mas agora parecia diferente. Cada gota carregava um pequeno brilho.

Tomás sorriu, pegou um lápis e começou a desenhar.

Porque ele finalmente entendeu: a imaginação não é um lugar distante.

Ela mora dentro da gente.

E sempre que quiser… é só acreditar. ✨

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