O dragão Foguinho

Era uma vez, no alto de uma montanha coberta de névoa dourada, um pequeno dragão chamado Foguinho.

Diferente dos outros dragões, Foguinho não soltava fogo forte e assustador. Seu sopro era fraquinho — às vezes saía só uma fumacinha… ou algumas faíscas tímidas.

— Você precisa treinar mais! — diziam os dragões mais velhos.
Mas Foguinho abaixava a cabeça, sem saber como melhorar.

Um dia, triste, ele decidiu voar para longe, procurando um lugar onde pudesse ser útil do seu jeitinho.

Depois de muito voar, encontrou um vale escuro, onde o sol quase não chegava. As plantas estavam murchas e os animais pareciam cansados.

— O que aconteceu aqui? — perguntou Foguinho.

Uma tartaruga respondeu bem devagar:

— O frio tomou conta… e sem calor, nada cresce.

Foguinho pensou. Ele não tinha um grande fogo… mas talvez…

Respirou fundo… e soltou seu sopro.

fuuuu…

Saiu uma pequena chama… fraca, mas quentinha.

Os animais se aproximaram.

— É pouquinho… mas é gostoso — disse um coelhinho.

Animado, Foguinho tentou de novo. E de novo. E mais uma vez.

Logo, vários pontinhos de calor começaram a aparecer pelo vale. Ele aquecia pedrinhas, ajudava sementes a brotar e criava cantinhos aconchegantes para os animais descansarem.

Com o tempo, o vale começou a mudar. Pequenas flores surgiram, o verde voltou devagar, e o frio já não parecia tão forte.

— Você salvou nosso lar — disse a tartaruga, sorrindo.

Foguinho arregalou os olhos.

— Mas… meu fogo é tão pequeno…

— Pequeno? — disse ela. — Foi exatamente o que a gente precisava.

Foguinho sorriu pela primeira vez.

Ele voltou para a montanha, mas nunca esqueceu do vale — e sempre que podia, voltava para aquecer quem precisasse.

E assim, o pequeno dragão aprendeu algo muito importante:

Não é o tamanho do que você tem…
é o carinho com que você usa.

E fim. 🔥✨

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